terça-feira, 21 de dezembro de 2010

História do origami

       Oi amigos!

      Hoje pensei em escrever sobra a história do origami e como não me considero conhecedora dessa arte fio procurar mais informações a respeito.
      Naveguei por várias páginas, li muitas matérias e encontrei essa escrita pelo Tico Volpato do blog Desdobrei http://desdobrei.blogspot.com/ que eu achei fantástica. Não poderia ter achado um histórico melhor e mais completo sobre a história do origami. Entrei em contato com o Tico perguntando se poderia utilizar as informações e ele gentilmente permitiu que eu divulgasse aqui no blog.
       Tico, obrigada pela colaboração! Vou reproduzir na íntegra o seu post aqui.

A história do  Origami.

Para compreender a História do Origami precisamos entender o significado desta arte, seus diferentes tipo e daí sim, aprofundar um pouco no seu surgimento e na sua evolução até os dias atuais.

CONTEÚDO

..[1] O que é o Origami, afinal?
..[2] Os diferentes tipos de Origami
..[3] Como surgiu o Origami?
....[3.1] Origami Clássico
....[3.2] Origami Tradicional
....[3.3] Origami Moderno
..[4] A História do Origami no Brasil

[1] O QUE É O ORIGAMI, AFINAL?

Parece uma pergunta simples, não? Bem, não é tão simples quanto parece... Muitas são as dúvidas em torno do significado do Origami... Posso chamar de Origami as dobraduras feitas em folhas de metal? E em tecido? Vale se for feito em massa de pastel? Origami é arte ou artesanato? Pode comer? Origami só é feito a partir de uma única folha quadrada? Pode colar? Pode recortar? Experimente levantar estas questões em uma roda de origamistas e você vai presenciar debates calorosos e muita troca de idéias, mas talvez ninguém chegue a um acordo sobre o seu real significado...

Porém, existe uma única unanimidade: o significado ao pé da letra da palavra Origami, que quer dizer Dobrar Papel, do japonês Oru = Dobrar, Kami = Papel. Em português, chamamos Origami também por dobradura.

[2] OS DIFERENTES TIPOS DE ORIGAMI

A arte de dobrar papel evoluiu e se expandiu tanto que hoje se organiza em diferentes estilos, como sugerido pelo artista David Mitchell.

Abaixo seguem algumas das classificações propostas por ele, bem como a sua definição e que acho que cabem bem para a nossa realidade:

  • Origami do cotidiano é a dobradura que usamos no dia a dia e que faz parte da cultura geral de uma sociedade e não somente da comunidade de origamistas. Você está fazendo um Origami do cotidiano quando embrulha com papel um presente, quando dobra uma carta para colocar dentro de um envelope, quando dobra convites...
  • Origami Cerimonial é a dobradura realizada para fins cerimoniais ou religiosos. Este estilo de Origami está mais presente no Oriente e tem grande importância histórica.
  • Origami de entretenimento é a dobradura utilizada para entreter (eg. dobraduras utilizadas em shows de mágica), seja através do processo de dobrar o Origami ou através da manipulação de um Origami já pronto. Um exemplo clássico deste estilo e o Origami Troublewit.
  • Origami Artístico é a dobradura popular que vem logo à cabeça quando pensamos em Origami. Animais, flores, barcos, vasos... Este tipo de Origami se divide em Representacional, Abstrato, Brinquedos e Funcionais.
    • Origami Representacional é o Origami Artístico que busca representar objetos, animais e seres vivos de forma reconhecível. Este tipo de Origami se divide em Minimalista, Fotográfico e Figurativo
      • Origami Minimalista é uma tipo de Origami Representacional que utiliza o menor número de dobras possíveis para representar um objeto, um animal, uma flor...
      • Origami Fotográfico é um tipo de Origami Representacional simples, utilizado em composições de paisagens/cenas geralmente lembrando uma fotografia ou uma pintura. Muitos Origamis Minimalistas são também Origamis Fotográficos.
      • Origami Figurativo é um tipo de Origami Representacional que busca representar objetos, animais, plantas com a maior verossimilhança possível. São os Origamis mais complexos, com mais detalhes e com maior grau de dificuldade para serem dobrados. É a forma de Origami mais popular.
    • Origami Brinquedo é um Origami Artístico utilizado como brinquedo/jogo.
    • Origami Abstrato é um Origami Artístico relacionado à formas geométricas e à decoração. Este tipo de Origami se divide em Geométrico, Escultural, Matemático e Tesselation.
      • Origami Geométrico é um tipo de Origami Artístico feito a partir de uma única folha ou várias, neste caso chamado de Origami Modular - técnica na qual várias folhas de papel são dobrados em módulos ou unidades que são então combinados em formas abstratas/geométricas.
      • Origami Escultural é um tipo de Origami Artístico que utiliza técnicas variadas como torções, pregas e crumpling (papel amassado) para obter formas abstratas.
      • Origami Matemático é um tipo de Origami Artístico relacionado à dobradura de poliedros e composições de padrões como no TeaBag.
      • Tesselation é um tipo de Origami Artístico onde mosáicos são produzidas a partir de uma única folha de papel através de uma técnica conhecida como twist folding.
    • Origami Funcional é um Origami Artístico que tem um propósito prático. Geralmente são caixas, porta-retratos, copos...
Mitchel ainda cita mais algumas categorias como Origami Conceitual, Virtual, Exploratório e Enigmas.

[3] COMO SURGIU O ORIGAMI?

Esta é outra pergunta sem uma resposta precisa. Isto porque não existem registros suficientes para se afirmar nada, somente especulações e aproximações.
Vamos lá...

[3.1] O Origami Clássico

Período: 105 AC
Local: China

Era uma vez um Imperador Chinês chamado Yuan Hsing que adora escrever, mandar bilhetes e anotar as receitas da Ana Maria Braga. Seu Yuan utilizava como caderno alguns pedaços de bambu, quando não sofisticados pedaços da mais pura seda.

Trabalhava para ele Cai Lun (ou Ts'ai Lun), um oficial da corte muito devotado ao seu Imperador. Era tanto seu apreço pelo Seu Yuan, que Cai Lun resolveu presenteá-lo com um novo material para ser usado como caderno de anotações. "Já é tempo do Yuan largar esse pedaço cafona de bambu!", pensava Cai Lun com seus botões. Da mistura de cascas de árvores, panos e pedaços de redes de pesca - uma verdadeira mistureba, diga-se de passagem - Cai Lun criou o papel.

O Imperador não só adorou a novidade e passou a utilizá-la para anotar todas as receitas da Namaria, como num lance certeiro passou a exportar o papel a preços altíssimos, mantendo o segredo de sua produção à sete chaves, boca de siri.

Você, ser humano inquieto, vê um papel e vai logo dobrando, certo? Então, imagina milhares de chineses quando souberam da novidade? Só podem ter saído dobrando tudo que era folha e embrulhando tudo que viam pela frente! Foi assim que nasceu o Origami, segundo a tradição chinesa. Ok, ok... Essa parte de todo mundo sair dobrando não foi bem assim pois o papel era muito caro e muitos chineses nem chegavam a ver a cara do tal papel. Mas o pensamento é o seguinte: se há papel, há dobra. Então a arte de dobrar papel provavelmente surgiu junto com o papel.

Os japoneses, entretanto, discordam um pouco dessa história... Não da parte sobre a invenção do papel, mas sobre o surgimento do Origami, argumentando que o primeiro registro comprovado de um Origami data do século XVIII no Japão e que sendo assim, o Origami não é chinês e sim 100% Japonês de pai e mãe e não se fala mais nisso.

Bom, mas independente de quem é o pai da criança, o que importa é que o Japão é reconhecido como o país que abraçou o a arte de dobrar papel da forma mais completa e foi responsável pelo seu desenvolvimento e pelo o que hoje chamamos e conhecemos como Origami. Vejamos como isso aconteceu.

No Japão o papel foi surgir por volta de 610 AC, pelas mãos do monge budista Dokyo. A técnica para fabricar papel chegou ao Japão como "um negócio da China" e foi aperfeiçoada e a produção artesanal de papel se tornou uma tradição. Em pouco tempo o papel se integrou à religião daquela época.

Como o papel era muito caro, os japoneses o utilizavam com um caráter simbólico nos rituais das cerimônias xintoístas, como no preparo do "Tsutsumi", um tipo de embrulho para flores; do "Noshi (熨斗)", um ornamento colocado sobre o embrulho de presente que tinha como significado o desejo de muita fortuna para a pessoa presenteada; e o "Origami Tsuki (折り紙つき)", um pedaço de papel dobrado que servia como um certificado de autenticidade para um presente valioso. Estas dobraduras cerimoniais eram simples e simbolizavam a sinceridade e a pureza.

Nesse período surgiu também a tradição de um rito matrimonial em que papéis eram dobrados, a partir da base balão, em forma de borboletas. Eram dois modelos, um representava o noivo (echo, a borboleta macho) e o outro modelo representava a noiva (mecho, a borboleta fêmea). As dobraduras eram colocadas como enfeites em garrafas de sake, simbolizando a união. Talvez essas borboletas possam ser consideradas como as responsáveis pelo surgimento do Origami artístico/representacional.

Aos poucos essa tradição cerimonial foi ficando mais popular, o papel mais barato e mais acessível e os modelos figurativos começaram a surgir como o Tsuru, o Yakko-san e a tradicional caixinha masu. E assim foi o florescimento do Origami, uma dobrinha aqui, outra ali... São remanescentes dessa época, as dobraduras do sapo, tsuru, cesto, balão, homem e lírio.

Bem, mas tudo o que foi dito até aqui são suposições. Nada é ser 100% certo. Não há registros que corroborem tais teorias. Nenhum tsuruzinho, nenhuma caixinha, nenhum livrinho, não ficou nada para contar a história do surgimento do Origami, principalmente porque se tratava de uma tradição que ia passando de pais para filhos de forma oral, no boca a boca. Os primeiros registros que temos de um Origami referem-se a um livro publicado em 1797 e à algumas folhas de papéis impressas que sobreviveram até os dias de hoje.

O livro, intitulado Senbazuru Orikata (Dobrando 1000 Tsurus), é considerado o registro mais importante da história do Origami. Ele mostra diversos métodos para se dobrar o famoso Tsuru (pássaro/grua) sozinho ou em grupos, conectados pelas asas, pelas cabeças, pelos rabos, grandes com pequenos... São 57 modelos dobrados a partir de pequenos cortes no papel de onde pode-se obter composições de 10 a 100 tsurus em uma única folha. Ainda hoje, o método básico para dobrar um Tsuru, ensinado neste livro, obedece a mesma sequência.

No mesmo ano foi escrito o "Chūshingura Orikata", impresso em xilogravura. O Chūshingura é uma peça de teatro que conta a história de um épico famoso no Japão - o dos 47 samurais que vingam a honra de seu suserano afrontada injustamente. Nele foram desenhados o cenário, as posições dos personagens e a maneira de dobrá-los.

Outro famoso registro é o Kayaragusa, e data de 1850. Trata-se de uma coleção particular escrita à mão e reúne cerca de 70 diferente modelos de Origami. Infelizmente a história do Origami no Japão não foi documentada. Por isso, pouco se sabe do seu desenvolvimento após a publicação dos primeiros livros.

Baseando-se nessas publicações é possível dizer que o Origami Clássico no Japão era dobrado de diversas formas, geralmente com cortes e que os modelos variavam de acordo com o tipo e a qualidade do papel (washi) disponível. Pode-se dizer também que as dobras eram feitas sem muito critério quanto à sua localização na folha (aquela dobra a olho, sabe?).

Enquanto isso na sala de justiça... Ou melhor, nos outros países... São poucas as evidências, mas algumas dão conta que o Origami também deu suas caras na China e em alguns países da Europa, principalmente na Espanha. Alguns historiadores ainda sustentam que o Origami se desenvolveu de forma única em cada país, sem contato e sem sofrer influência uns dos outros.

Na China, há registro de dois modelos não cerimoniais: uma caixinha conhecida como Lazy Susan e um vaso conhecido como Verdi's Vase, além de alguns modelos de uso cerimonial.

Já na Europa, a tradição de dobrar papel está relacionada ao modo como os certificados de batismo eram dobrados nos séculos. XVI e XVII (Blintz Base) no trabalho desenvolvido por Friederich Froebel (século XIX) e em algumas dobraduras simples como a Pajarita (Espanha). O chapéu e o barquinho também parecem serem criações ocidentais.

Mas como o Origami chegou à Europa?

Junto com o papel, você deve estar pensando... Bem, o papel chegou à Europa pelo intercâmbio de mercadorias que acontecia com os países asiáticos, mas não é possível afirmar que o Origami tenha sido levado do oriente para ocidente assim como o papel.

Nada indica que modelos de origami japoneses tenham sido levado para a Europa. Pelo contrário. Poucos modelos europeus do século XIX são encontrados no Japão. E visse-versa. Mesmo hoje, modelos como a Pajarita são pouco conhecidos por lá. E isso também é valido para a Europa, onde o Tsuru foi, por um grande tempo, um completo desconhecido.

Outra evidência é que, diferentemente dos japoneses que utilizavam ângulos de 22,5° em seus Origamis, os Europeus utilizavam ângulos de 45°, além de fazer uso de dobras com marcações precisas e raramente utilizar cortes ou cola nas suas dobraduras. Por isso, muitos historiadores afirmam que os Origamis clássicos do Japão e os da Europa são tão diferentes entre si que provavelmente a tradição de dobrar papel no Ocidente e no Oriente se desenvolveu independentemente em cada região.

[3.2] O Origami Tradicional

A fusão do origami europeu com o Origami japonês começou com a Restauração Meiji no Japão (1866 a 1869) e principalmente quando os japoneses adotaram o sistema escolar proposto pelo alemão Friedrich Fröbel (1782-1852), que havia introduzido a dobradura nas atividades pré-escolares como recurso didático.

Foi durante este período também, que os japoneses passaram a produzir um papel específico para Origami (coloridos em um dos lados, na forma quadrada e de aproximadamente 15cm), afim de se adequar aos modelos de Fröbel.

É interessante notar que até então, nem no Japão e nem na Europa existia a palavra Origami. Na Alemanha, o Origami era chamado de "Papierfalten", na Inglaterra de "Paper Folding" e na Espanha "Pajarita". Já no Japão, o Origami foi chamado de "Orisue" ou "Orikata" durante o período Edo (1603-1868) e "Orimoto" até a Era Shōwa (que teve início em 1926).

Na verdade, quando os japoneses importaram o sistema de Fröbel, eles traduziram "Papierfalten" para "Soshi", "Tatamigami" e "Kamitatami" - para ser utilizado nas aulas do jardim de infância, e "Origami-zaiku" ou "Origami" para ser utilizado nas aulas dos primeiros anos do curso primário. Entretanto, estes termos nunca saíram do meio educacional oriental.

Lillian Oppenheimer, fundadora do Origami Center New York em 1958, é tida como uma das maiores responsáveis pela divulgação do movimento moderno do Origami e é em grande parte por sua causa que utilizamos a palavra Origami hoje em dia. Lillian fundou o Centro e escolheu o nome Origami simplesmente porque lhe parecia mais atraente que paperfolding. Nesta década, vários livros que eram impressos no Japão, escritos também em inglês, começaram a mencionar a palavra Origami para designar dobradura.

[3.3] O Origami Moderno

Após a introdução do Origami nas escolas japonesas e do intercâmbio de modelos entre Japão e Europa o que se viu foi um hiato no desenvolvimento de novos modelos. Apesar de surgirem alguma novas publicações e de um certo entusiasmo por parte das pessoas, a grande reviravolta no mundo do Origami foi acontecer somente na década de 1950, pelas mão do japonês Akira Yoshizawa.

Akira Yoshizawa (1911 - 2005), considerado um dos maiores mestres do Origami Moderno, foi responsável nos anos 50 por uma revolução. Seus designs e técnicas inovadoras abriram novas portas para o surgimento de novos modelos de animais, insetos, peixes e pássaros. Sua busca por um realismo maior em suas peças o fez abandonar algumas técnicas tradicionais e desenvolver outras novas como o wet-folding (dobrar papel umedecido). Yoshizawa-san foi sem dúvida quem elevou a condição do Origami à arte.

Com a abertura política e cultural do Japão, muitos ocidentais passaram a tomar mais contato com o mundo oriental. Um deles, foi o pesquisador Gershon Legman que por conta do seu fascínio pelo mundo das dobraduras, conheceu a obra de Akira Yoshizawa e arrumou uma exposição em 1955 para o mestre no museu Stedelijk, em Amsterdam.

Ainda na década de 50, outro passo para a popularização do Origami foi a criação do sistema de símbolos, autoria de Akira Yoshizawa e do americano Sam Randlett. A criação e a padronização destes símbolos iria permitir a leitura de diagramas no mundo todo, independente do idioma do país onde ele fosse impresso ou lido.

Daí para o surgimento de grupos de origami nos Estados Unidos e na Inglaterra foi um pulo. Todos estavam fascinados pelo Origami e pelas suas possibilidades.

Akira Yoshizawa, Toshie Takahama e Isao Honda no Japão; Gershon Legmanm, Lillian Oppenheimer, Samuel Randlett nos Estados Unidos; Robert Habin na Inglaterra; Vincente Solórzano-Sagredo na Espanha; todos ajudaram na popularização do Origami em seus países.

Pelas mãos dos artistas ocidentais o Origami voltou às suas raízes. O Origami passou a ser dobrado a partir de uma única folha de papel, quadrada e sem nenhum corte. A busca pela criação de novos modelos utilizando uma folha quadrada foi responsável, e ainda é, pelo surgimento de novas técnicas de dobradura.

Atualmente, existem milhares de livros publicados sobre Origami que hoje engloba um universo enorme de dobraduras como modulares, kusudamas, origami feito com dinheiro, oribana, tesselation, matemático...

[4] A HISTÓRIA DO ORIGAMI NO BRASIL

Como no Japão e na Europa, pouco se sabe sobre a chegada do Origami ao Brasil. Mas, pode-se dizer que a porta de entrada, ou melhor, as portas de entrada tenham sido a Argentina e os Japoneses que migraram no início do século XX.

Como assim a Argentina? Sim senhor! Na Argentina, o Origami veio como uma herança cultural trazida pelos Espanhóis, principalmente pelas mãos do espanhol Vicente Solorzano Sagredo que se mudou para lá em 1912, onde chegou a publicar alguns livros sobre dobradura. A ele é creditada a "invenção" da palavra Papiroflexia, termo pelo qual o Origami ficou conhecido nos países de língua espanhola. O movimento em torno do Origami foi bastante intenso por lá na década de 1950, chegando a ser formado um grupo de dobraduras bastante ativo na época além de um museu de papiroflexia. Então, nada mais sensato em dizer que nossos vizinhos hermanos tiveram um pouco de culpa no cartório.

Um pouquinho. Porque sem dúvida nenhuma foram os primeiros emigrantes japoneses no início do século XX que trouxeram em suas malas ou simplesmente em suas memórias o Origami para o nosso país. Mas, não vamos sair dizendo por aí que foi um caso de amor a primeira vista porque por muito tempo a arte ficou restrita às famílias japonesas. A divulgação do Origami foi ser impulsionada com a fundação da Aliança Cultural Brasil-Japão em São Paulo em 1956, onde o Origami passou a ser ensinado por entusiastas como a Professora Yachiyo Koda e Mari Kanegae.

Querem ver mais? Visitem http://desdobrei.blogspot.com/ ... eu superrecomendo!

Um comentário:

  1. Olá Cristina!
    Amei seu trabalho.
    Agradeço a apresentação de tantas possibilidades em origami.
    Parabéns.

    ResponderExcluir